Quando recebi a carta, fiquei surpreso. Ela me revelava provocações íntimas e contava-me como o diabetes a dilacerou. Enviou-me também a chave de sua porta dentro do envelope e me deixou ainda mais admirado. Argumentava que transamos na rua, que havíamos nos encontrado numa noite de bebedeira, que eu não liguei para a sua idade e a comi como ela sempre sonhou, em troca de uma garrafa de rum.
O apartamento dela, o 1003, ficava em frente ao meu, conforme na carta, mas eu, eu não me recordava dela. Passei dias e dias, pensando se deveria experimentar a chave naquela fechadura, e de tanto pensar, resolvi tentar. Quando abri a porta, para meu assombro, tudo estava exatamente como descrito na carta.
A janela trancada, como me disse que estaria. E o pequeno pardal voava de canto em canto tentando achar a saída, debatendo-se. Pelo que entendi, ela queria que eu a fodesse. Ela queria dar a sua carne para mim, segundo as palavras dela, a sua alma, ela havia me entregado ainda aquela noite.
Disse que prendeu o pardal dentro do apartamento para que pudesse morrer, sem mais sofrer. Falou-me de uma superstição que atrelava a chegada de um pardal à morte. Não sei se acredito nisso, mas tudo bem.
Ela escreveu-me em detalhes, como o diabetes havia roubado a sua visão, e justificava sua carta, dizendo, que só teve coragem de me escrever por causa da chegada do tal pardal, por causa do seu medo em partir sem ter comigo mais uma vez. Ela avisava que pagaria mil paus por uma trepada comigo.
Fiquei olhando aquelas paredes, cheias de fotos e me comovi, por um instante. Eram momentos imortalizados, seus dias no bingo, suas tardes de costura, suas manhãs na associação de pequenos animais, suas amigas da igreja. Pobre velhota – pensei. Ela parecia tão sincera. A situação mexeu comigo, por um minuto, tive a impressão de que era um homem bom.
Andei até a poltrona em frente da janela, onde o pardal tentava sair. Cheguei de mansinho e sentei-me em frente ao cadáver, pálido e um tanto pútrido. A velha usava batom vermelho e um penteado bonito. Os mil paus estavam no seu colo. Acho que ela morreu enquanto eu me decidia.
Abaixei as calças, levantei a saia dela, rasguei suas meia-calças e sua calçola. Olhar para ela me excitava, sei lá. Eu puxei o pau para fora e meti no cadáver da velhota. Gozei rápido. Peguei a grana, abri a janela e o pardal foi embora. Depois tranquei a porta, deixei a chave no lixo do corredor e dei o fora. Precisava de um cigarro.
O apartamento dela, o 1003, ficava em frente ao meu, conforme na carta, mas eu, eu não me recordava dela. Passei dias e dias, pensando se deveria experimentar a chave naquela fechadura, e de tanto pensar, resolvi tentar. Quando abri a porta, para meu assombro, tudo estava exatamente como descrito na carta.
A janela trancada, como me disse que estaria. E o pequeno pardal voava de canto em canto tentando achar a saída, debatendo-se. Pelo que entendi, ela queria que eu a fodesse. Ela queria dar a sua carne para mim, segundo as palavras dela, a sua alma, ela havia me entregado ainda aquela noite.
Disse que prendeu o pardal dentro do apartamento para que pudesse morrer, sem mais sofrer. Falou-me de uma superstição que atrelava a chegada de um pardal à morte. Não sei se acredito nisso, mas tudo bem.
Ela escreveu-me em detalhes, como o diabetes havia roubado a sua visão, e justificava sua carta, dizendo, que só teve coragem de me escrever por causa da chegada do tal pardal, por causa do seu medo em partir sem ter comigo mais uma vez. Ela avisava que pagaria mil paus por uma trepada comigo.
Fiquei olhando aquelas paredes, cheias de fotos e me comovi, por um instante. Eram momentos imortalizados, seus dias no bingo, suas tardes de costura, suas manhãs na associação de pequenos animais, suas amigas da igreja. Pobre velhota – pensei. Ela parecia tão sincera. A situação mexeu comigo, por um minuto, tive a impressão de que era um homem bom.
Andei até a poltrona em frente da janela, onde o pardal tentava sair. Cheguei de mansinho e sentei-me em frente ao cadáver, pálido e um tanto pútrido. A velha usava batom vermelho e um penteado bonito. Os mil paus estavam no seu colo. Acho que ela morreu enquanto eu me decidia.
Abaixei as calças, levantei a saia dela, rasguei suas meia-calças e sua calçola. Olhar para ela me excitava, sei lá. Eu puxei o pau para fora e meti no cadáver da velhota. Gozei rápido. Peguei a grana, abri a janela e o pardal foi embora. Depois tranquei a porta, deixei a chave no lixo do corredor e dei o fora. Precisava de um cigarro.