O bêbado bateu a porta. Chegou até a sala. Parou ao lado da estante e ficou ali, num contemplar ameaçador, expelindo a mesma raiva de sempre. Andava com as pernas abertas. Cambaleante, mantinha seu corpo levemente inclinado para frente e seus braços ligeiramente afastados, num ziguezague confuso.
Quando alcançou uma distância oportuna, desferiu o golpe com a direita. O gancho foi bem forte e atingiu as fuças do garoto. Escorreu sangue, muito sangue. O velho foi pugilista na juventude, sabia bater.
A pancada derrubou o menino no chão. Até a poltrona onde ele sentava virou. O livro que lia caiu entre suas pernas. Josef apertou as unhas no assoalho e não disse nada. “Então, seu idiota, cagão, o que foi? Vai ficar aí, me olhando, ou vai lutar como um homem? – provocou o velho.
O garoto o olhava firme. Sentia que seu sangue escorria sobre seus lábios e ganhava o seu queixo com velocidade. Sabia que podia partir para cima do velhote, estava com quinze anos, mas não, Josef não reagiu, subiu para seu quarto e trancou a porta.
No dia seguinte, na escola, “O que houve Josef?” – indagou a professora. Silêncio. O menino não dava espaço, não se abria. Era uma forma de se proteger, em sua cabeça, era a única maneira.
Dias depois, “Quer dizer então que não vai mais para a escola. Você é quem sabe, verme! Eu não ligo, entendeu?” O garoto não disse nada, mas dessa vez, manteve-se numa distância segura.
O velho bebia cada dia mais. Estava fácil. Josef retirava gasolina do carro quando o filho de uma égua dormia e batizava o conhaque vagabundo que o maldito consumia. A gasolina fodeu o bosta numa velocidade cadenciada e implacável até matá-lo. No mais absoluto silêncio.
Quando alcançou uma distância oportuna, desferiu o golpe com a direita. O gancho foi bem forte e atingiu as fuças do garoto. Escorreu sangue, muito sangue. O velho foi pugilista na juventude, sabia bater.
A pancada derrubou o menino no chão. Até a poltrona onde ele sentava virou. O livro que lia caiu entre suas pernas. Josef apertou as unhas no assoalho e não disse nada. “Então, seu idiota, cagão, o que foi? Vai ficar aí, me olhando, ou vai lutar como um homem? – provocou o velho.
O garoto o olhava firme. Sentia que seu sangue escorria sobre seus lábios e ganhava o seu queixo com velocidade. Sabia que podia partir para cima do velhote, estava com quinze anos, mas não, Josef não reagiu, subiu para seu quarto e trancou a porta.
No dia seguinte, na escola, “O que houve Josef?” – indagou a professora. Silêncio. O menino não dava espaço, não se abria. Era uma forma de se proteger, em sua cabeça, era a única maneira.
Dias depois, “Quer dizer então que não vai mais para a escola. Você é quem sabe, verme! Eu não ligo, entendeu?” O garoto não disse nada, mas dessa vez, manteve-se numa distância segura.
O velho bebia cada dia mais. Estava fácil. Josef retirava gasolina do carro quando o filho de uma égua dormia e batizava o conhaque vagabundo que o maldito consumia. A gasolina fodeu o bosta numa velocidade cadenciada e implacável até matá-lo. No mais absoluto silêncio.