No meu primeiro casamento, tive duas filhas lindas, gêmeas, a Lala e a Luli, os meus amores, como elas mesmas diziam, sempre que se achegavam no meu colo sem se importar com o meu bafo de conhaque vagabundo, “Pai, a gente é o seu amor.”. Eu nunca fui meloso, mas confesso que com as minhas filhas eu não retruco quando ouço esse tipo de coisa, eu apenas sorrio.
Já com a Elma, mãe das meninas, a minha relação sempre foi bem mais complicada. Ela reclamava que eu era um gambá, que trazia pouco dinheiro pra casa, e que essa coisa de ser escritor era uma furada. A gente batia boca direto, ela vivia me dizendo como ganhava bem no hospital, trabalhando de enfermeira.
Eu parava pouco em casa, saía para beber e não tinha vontade de voltar. Pra evitar a Elma, eu via as meninas no colégio, na tardinha. Eu as levava até em frente de casa e dizia, “O pai vai comprar um charuto e já vai.”, eu mentia algo pra poder me escafeder e não viver aquele pesadelo. Chegava de madrugada e dormia no sofá.
A Rosa é uma negra bonita, dessas que faz um homem perder a cabeça e sair de casa. Seu corpo sempre foi esguio, de pernas grossas, bunda firme e um jeito cheio de molejo pra andar e mais ainda pra foder. Eu a conheci durante uma fase daquelas, das mais brabas em casa, logo depois de dar umas bordoadas na Elma pra me defender da faca que ela atentava contra mim.
Com a Rosa, puta de rua, sempre tive paz, ela sempre foi uma amante perfeita, meiga, cheirosa, de fala mansa, dessas que ficam nas esquinas e se vendem barato. Desde o começo que ela perde o controle enquanto a gente trepa. Penso nela me dizendo, “Mete tudo em mim; Continua cavalão; Vai, vai, canalha gostoso.”, esse tipo de coisa. Não demorou muito pra Elma sacar o cheiro em minhas camisas, me seguir e me pegar com o pau na bunda da Rosa. Quando dei por mim, estava assinando o divórcio.
Então a Elma começou a andar com um sujeito metido a bandidinho. Tava na cara que ele era mais quebrado do que eu e que aquilo não terminaria de um jeito legal. Por mim tudo bem, a Elma sabia o que fazia, era maior de idade e tinha o direito de coçar a boceta com quem quisesse. Isso não tinha nada a ver comigo.
Numa dessas tardes vadias, em que eu bebia no boteco e anotava algumas idéias para um romance, peguei uma parada que me deixou louco. Vi o cara que andava com a Elma, sentado na sorveteria da frente com as minhas meninas. Até aí tudo bem, mas eu desconfiei da forma como aquele vagabundo segurava a Lala no colo. Ele mexia – desgraçado – e a Luli tomava um picolé.
Fiquei mocado, atrás de um pilar do bar, ao lado da mesa de sinuca, só coringando o cara, queria ter certeza. Quando ele levantou, vi o volume em sua bermuda, estava com o pau duro. “Filho de uma égua.”, falei e saí correndo. Eu o alcancei muito rápido e atirei no meio da cara do safado. Peguei as meninas e fui até o apartamento da Elma, ela não respirava mais, estava caída ao lado de uma caixa de remédios. Eu não sei o que houve, mas deu pra perceber que aquele verme era pior que eu.
Assumi tudo o que fiz e não me arrependo. A Rosa, a Lala e a Luli vem me visitar na cadeia todos os sábados. As minhas filhas estão contentes e eu também. A minha mulher bate ponto na rua, mas nunca fez mal para os meus amores. Eu também não sou ciumento, e quando eu sair daqui, a gente vai ficar numa boa.
Já com a Elma, mãe das meninas, a minha relação sempre foi bem mais complicada. Ela reclamava que eu era um gambá, que trazia pouco dinheiro pra casa, e que essa coisa de ser escritor era uma furada. A gente batia boca direto, ela vivia me dizendo como ganhava bem no hospital, trabalhando de enfermeira.
Eu parava pouco em casa, saía para beber e não tinha vontade de voltar. Pra evitar a Elma, eu via as meninas no colégio, na tardinha. Eu as levava até em frente de casa e dizia, “O pai vai comprar um charuto e já vai.”, eu mentia algo pra poder me escafeder e não viver aquele pesadelo. Chegava de madrugada e dormia no sofá.
A Rosa é uma negra bonita, dessas que faz um homem perder a cabeça e sair de casa. Seu corpo sempre foi esguio, de pernas grossas, bunda firme e um jeito cheio de molejo pra andar e mais ainda pra foder. Eu a conheci durante uma fase daquelas, das mais brabas em casa, logo depois de dar umas bordoadas na Elma pra me defender da faca que ela atentava contra mim.
Com a Rosa, puta de rua, sempre tive paz, ela sempre foi uma amante perfeita, meiga, cheirosa, de fala mansa, dessas que ficam nas esquinas e se vendem barato. Desde o começo que ela perde o controle enquanto a gente trepa. Penso nela me dizendo, “Mete tudo em mim; Continua cavalão; Vai, vai, canalha gostoso.”, esse tipo de coisa. Não demorou muito pra Elma sacar o cheiro em minhas camisas, me seguir e me pegar com o pau na bunda da Rosa. Quando dei por mim, estava assinando o divórcio.
Então a Elma começou a andar com um sujeito metido a bandidinho. Tava na cara que ele era mais quebrado do que eu e que aquilo não terminaria de um jeito legal. Por mim tudo bem, a Elma sabia o que fazia, era maior de idade e tinha o direito de coçar a boceta com quem quisesse. Isso não tinha nada a ver comigo.
Numa dessas tardes vadias, em que eu bebia no boteco e anotava algumas idéias para um romance, peguei uma parada que me deixou louco. Vi o cara que andava com a Elma, sentado na sorveteria da frente com as minhas meninas. Até aí tudo bem, mas eu desconfiei da forma como aquele vagabundo segurava a Lala no colo. Ele mexia – desgraçado – e a Luli tomava um picolé.
Fiquei mocado, atrás de um pilar do bar, ao lado da mesa de sinuca, só coringando o cara, queria ter certeza. Quando ele levantou, vi o volume em sua bermuda, estava com o pau duro. “Filho de uma égua.”, falei e saí correndo. Eu o alcancei muito rápido e atirei no meio da cara do safado. Peguei as meninas e fui até o apartamento da Elma, ela não respirava mais, estava caída ao lado de uma caixa de remédios. Eu não sei o que houve, mas deu pra perceber que aquele verme era pior que eu.
Assumi tudo o que fiz e não me arrependo. A Rosa, a Lala e a Luli vem me visitar na cadeia todos os sábados. As minhas filhas estão contentes e eu também. A minha mulher bate ponto na rua, mas nunca fez mal para os meus amores. Eu também não sou ciumento, e quando eu sair daqui, a gente vai ficar numa boa.